quarta-feira, 2 de maio de 2012

No olho dela eu via a dor.
Depois vi o corpo pequeno e frágil desfalecido no chão.
A respiração difícil denunciava o fim.
Poucos minutos. A pulsação fraca. Os últimos suspiros e o silêncio.
Mas no fundo dos olhos, onde havia dor, surgiu o conforto, a tranquilidade, o alívio.
Sobrou uma pequena lágrima no canto do olho e o corpo imóvel, que permaneceu quente e macio por um bom tempo.
Era 00:15, dia 02, mês de maio, noite fria, céu estrelado.
E o choque do tempo que passou sendo atirado na minha cara. Onze anos.
Uma existência. Fidelidade a toda prova.
Nenhum ser humano seria capaz de tanto.
A Kryska morreu!

Nenhum comentário:

Postar um comentário