domingo, 6 de maio de 2012

Eu nunca dei muita importância ao tempo.
O passado pra mim era quase efêmero. Depois de dois ou três dias ele se apaga de minha memória recente.
Não sei se é uma condição médica ou um mecanismo de defesa.
Entre o presente que sempre vivi com intensidade e o futuro que sabia ser indefinido eu projetava um momento onde colocava os sonhos, muitas vezes totalmente sem noção. Outros, possíveis de acontecer.
Assim vivi os últimos 47 anos da minha vida.
De repente, o tempo se joga na minha cara. Caio na real e vejo como o tempo passou.
Não que esteja arrependida das coisas de deixei de fazer, ou daquelas que fiz e não devia ter feito.
Simplesmente enxerguei o tempo em seu imenso poder de iniciar ou finalizar as coisas, situações e seres.
Pela primeira vez senti essa força e vi como o tempo é imperioso e impiedoso.
O tempo já passou em minha vida.
O difícil depois desse contato é reorganizar os passos pra continuar a caminhada...

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