terça-feira, 15 de maio de 2012

Quando olhamos as pessoas, as situações, as fotos vimos que uma vida se passou... quanto foi percorrido... quanta coisa aconteceu.... quanto se buscou.... aí se entende o sentido da vida.... seguir ... seguir em frente.. caminhar... desbravar... conquistar... tudo o mais é bobagem... tudo mais é balela... a vida se coloca em nossa frente para que possamos vivê-la. Sem arrependimentos, sem dúvidas... sem medo.... sem refugar diante do obstáculo... isso vale muito a pena...

domingo, 6 de maio de 2012

Eu sempre tive um problemão com a segunda feira. Sei lá porque...
A segunda sempre começou, pra mim, na noite de domingo.
Primeiro era o dia em que todos iam embora e eu ficava super triste.
Depois passou a ser o dia em que eu ia embora e era difícil a segunda longe de casa.
Com o tempo, passou a ser o dia em que as promissárias venciam (quando eu tive meus negócios próprios).
E agora é o recomeço da batalha diária.
Além disso, parece que na segunda acontece de tudo... posso estar sendo injusta com a segunda, mas que nós temos um caso de ódio explicito, isso, com certeza....
Eu nunca dei muita importância ao tempo.
O passado pra mim era quase efêmero. Depois de dois ou três dias ele se apaga de minha memória recente.
Não sei se é uma condição médica ou um mecanismo de defesa.
Entre o presente que sempre vivi com intensidade e o futuro que sabia ser indefinido eu projetava um momento onde colocava os sonhos, muitas vezes totalmente sem noção. Outros, possíveis de acontecer.
Assim vivi os últimos 47 anos da minha vida.
De repente, o tempo se joga na minha cara. Caio na real e vejo como o tempo passou.
Não que esteja arrependida das coisas de deixei de fazer, ou daquelas que fiz e não devia ter feito.
Simplesmente enxerguei o tempo em seu imenso poder de iniciar ou finalizar as coisas, situações e seres.
Pela primeira vez senti essa força e vi como o tempo é imperioso e impiedoso.
O tempo já passou em minha vida.
O difícil depois desse contato é reorganizar os passos pra continuar a caminhada...

quarta-feira, 2 de maio de 2012

No olho dela eu via a dor.
Depois vi o corpo pequeno e frágil desfalecido no chão.
A respiração difícil denunciava o fim.
Poucos minutos. A pulsação fraca. Os últimos suspiros e o silêncio.
Mas no fundo dos olhos, onde havia dor, surgiu o conforto, a tranquilidade, o alívio.
Sobrou uma pequena lágrima no canto do olho e o corpo imóvel, que permaneceu quente e macio por um bom tempo.
Era 00:15, dia 02, mês de maio, noite fria, céu estrelado.
E o choque do tempo que passou sendo atirado na minha cara. Onze anos.
Uma existência. Fidelidade a toda prova.
Nenhum ser humano seria capaz de tanto.
A Kryska morreu!